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De Minas para o mundo: conheça as cachaças mais famosas do estado



Feita a partir da fermentação da cana-de-açúcar, a famosa cachaça – também conhecida como “caninha”, “marvada”, “pinga”, “água que passarinho não bebe”, dentre outras dezenas de nomenclaturas – encontra os seus mais diversos adeptos. E não é à toa! O sabor desta especiaria destilada remete ao misto de simplicidade e refinamento do povo das terras de Minas.

 As Melhores Cachaças de Minas

Ficou com vontade de degustar a especiaria? Para ajudá-lo nesta experiência listamos as melhores cachaças mineiras, famosas nacional e internacionalmente. Aprecie!

Vale Verde

Falando das cachaças mineiras envelhecidas em tonéis de carvalho, assim como o clássico e puro uísque, não podemos esquecer da Vale Verde. Eleita pela revista Playboy como a número 1 do Brasil, ela é produzida na cidade de Betim. A fama vem de seu gosto equilibrado, encorpado e maduro. E o mais legal de tudo é que os seus produtores garantem que grande parte da renda gerada pelas vendas é revertida em projetos de sustentabilidade e de renovação do parque ecológico de mesmo nome, onde ela é fabricada. Essa não dá para oferecer nem “para o santo”!

Havana/Anísio Santiago

Esta é uma das opções mais tradicionais. Criada por Anísio Santiago em 1943, ela também já figurou na lista das melhores do país. O seu engenho está localizado na cidade de Salinas, de onde a cachaça é exportada para todo o mundo. O seu envelhecimento, parte do processo de produção da especiaria, dura 8 anos e é armazenada em barris de bálsamo. Tanto cuidado faz com que o seu sabor seja inesquecível. Mas atenção: a Havana, agora nomeada Anísio Santiago, não é produzida em larga escala e por isso poucas pessoas conseguem degustá-la, o que a torna quase um “mito” regional.

Canarinha

Da família da Santiago e da Salinas, a Canarinha soube continuar a tradição. Também envelhecida em tonéis de bálsamo, esta cachaça é distribuída em garrafas escuras tradicionais e tampas de metal. O seu gosto não decepciona: é doce, “apimentada” e persistente como grande parte dos destilados produzidos na cidade. Além disso, os críticos acreditam que ela é uma das mais puras especiarias locais.

Germana

De longe, você consegue identificar a Germana. Ela está sempre vestida com uma embalagem feita de palhas de bananeira, o que representa bem o seu tom artesanal. Feita no engenho de Nova União, ela é envelhecida em barris de carvalho e bálsamo. Recomendada aos leigos, seu sabor é bastante suave.

Claudionor

Esta é de Januária, cidade que já foi sinônimo de boa cachaça, mas que perdeu o lugar para Salinas. Ela é para aqueles que são fortes e que gostam de apreciar bebidas com característica similar. Seus antes 54% de teor alcoólico tiveram que ser reduzidos para 48% peara atender a legislação. Com sabor inconfundível, é possível identificar a sua origem em alambiques de engenhos tradicionais. Se você está procurando algo mais encorpado, essa é uma boa pedida!

GRM

Além de ser reconhecida no Brasil, essa cachaça é internacionalmente premiada. Ela é produzida na Fazenda dos Verdes em Araguari, e é preparada com cana-de-açúcar orgânica, assim como era feito há 3 séculos. A de rótulo prata é envelhecida por dois anos em tonéis de carvalho, amburana e jequitibá rosa, o que traz a ela um sabor mais amargo.

Acuruy

Essa é a cachaça de Itabirito, cidade conhecida também pela culinária. Considerada uma das melhores de todo o estado, a Acuruy é produzida há quinze anos pelo produtor José Tadeu Batista. Ela é envelhecida em tonéis de carvalho, assim como o mais puro e clássico uísque, e vendida em garrafas de vidro com uma tampa de rosca. Seu sabor amaciado e a sua coloração dourada são inconfundíveis.

João Andante

Peculiarmente dourada em uma embalagem cilíndrica transparente, a cachaça de Presidente Bernardes, cidade interiorana de Minas Gerais também conhecida como Calambau, é produzida com fermentação artesanal, o que a confere menor acidez ao produto. O teor alcoólico do produto é de 41% e sua distribuição é restrita devido ao volume de produção.

 

Não importa se você prefere bebidas mais fortes ou suaves, existem “caninhas” para todos os gostos. Mas aprecie com moderação! Depois do primeiro gole é difícil resistir a outros.

 

E aí, preparado para encarar a “marvada”?